
Re: Parte II - Debate sobre concepções teóricas da avaliação
por Glória Santos - Quinta, 25 Março 2010, 22:35
Olá, boa noite!
Actualmente, a complexidade da escola é cada vez maior e, neste sentido, as práticas avaliativas associam-se a essa complexidade. Se por um lado as exigências para a qualidade, provenientes do meio local, mas também do próprio Estado e das organizações internacionais, são cada vez maiores, por outro lado, a escola para todos, caracterizada pela grande heterogeneidade da sua população, exige que a eficácia da escola se traduza em maior equidade e coesão social. Estes dois aspectos, aparentemente incompatíveis, implicam duas práticas avaliativas com grande projecção: a avaliação do tipo sumativo, com uma grande carga certificativa e uma avaliação do tipo formativo, orientadora das práticas de aprendizagem. É um facto, que a escola na actualidade tem de assegurar as aprendizagens aos alunos que querem prosseguir os seus estudos, aos alunos que querem ingressar o quanto antes no mercado de trabalho, aos alunos que têm dificuldades de aprendizagem, aos alunos que têm necessidades educativas especiais, ... Se a escola se dirige a muitos e diferentes alunos, tendo, sem dúvida, que lhes conceder uma resposta diferenciada, não terá, também, de lhes facultar uma prática avaliativa diferenciada?
Até já,
Glória
por Glória Santos - Quinta, 25 Março 2010, 22:35
Olá, boa noite!
Actualmente, a complexidade da escola é cada vez maior e, neste sentido, as práticas avaliativas associam-se a essa complexidade. Se por um lado as exigências para a qualidade, provenientes do meio local, mas também do próprio Estado e das organizações internacionais, são cada vez maiores, por outro lado, a escola para todos, caracterizada pela grande heterogeneidade da sua população, exige que a eficácia da escola se traduza em maior equidade e coesão social. Estes dois aspectos, aparentemente incompatíveis, implicam duas práticas avaliativas com grande projecção: a avaliação do tipo sumativo, com uma grande carga certificativa e uma avaliação do tipo formativo, orientadora das práticas de aprendizagem. É um facto, que a escola na actualidade tem de assegurar as aprendizagens aos alunos que querem prosseguir os seus estudos, aos alunos que querem ingressar o quanto antes no mercado de trabalho, aos alunos que têm dificuldades de aprendizagem, aos alunos que têm necessidades educativas especiais, ... Se a escola se dirige a muitos e diferentes alunos, tendo, sem dúvida, que lhes conceder uma resposta diferenciada, não terá, também, de lhes facultar uma prática avaliativa diferenciada?
Até já,
Glória
Comentário: Voltamos ao dilema entre o idelismo de meramente privilegiar a avalição formativa e as necessidades sócio-profissionais de uma avaliação sumativa. A questão é recorrente, e com razão. A questão da diferenciação da educação e consequente diferenciação da avaliação é bastante polémica... A avaliação tem de ser concebida em função da tarefa e não em função do avaliado. Se não, perverte-se todo o sentido da tão badalada equidade da avaliação. Ou não?
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