quinta-feira, 10 de junho de 2010

Da Minha História Pessoal sobre a Avaliação (Episódio 1)



Contexto
Ano de 1975, aluna do 2º ano do Liceu (actual 8º ano de escolaridade), 14 anos de idade. Pós revolução 25 de Abril, PREC, grande parte dos professores podia finalmente pôr em prática novas ideias sobre o ensino e sobre a avaliação.
Situação
Avaliação de final de ano lectivo. A professora de Português dirigiu-se a nós, alunos, no sentido de saber qual era a nossa auto-avaliação, que nota final queríamos. Pela primeira vez, desde que era aluna, um professor perguntava a minha opinião sobre a nota. Nunca, nenhum outro, o tinha feito. Até então, para mim, a avaliação era da competência do professor.
Percepção do episódio
Inicialmente senti uma certa desorientação: estavam a pedir a minha opinião sobre a avaliação, sobre a nota que eu queria? Depois instalou-se um sentimento positivo: afinal eu podia ter opinião, podia dá-la e, além do mais, até tinha alguma importância. Que grande novidade!
Senti-me importante e com um evidente reforço da auto-estima.
O episódio acabou por ter contornos ainda mais positivos porque a minha auto-avaliação coincidiu com a avaliação da professora. O processo foi positivo e funcionou.
Saí deste episódio com a sensação de que tinha aprendido e ganho algo: eu podia ter opinião sobre a minha avaliação.

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