
O portefólio surge nas últimas décadas como um instrumento de avaliação com uma forte componente de auto-avaliação formativa. Tenta-se que o aluno seja o construtor do seu próprio processo de aprendizagem, o seu regulador por excelência e, em última análise, o seu próprio avaliador.
Para Sá-Chaves (2000) um portfólio reflexivo é instrumento de diálogo entre educador e educando, que não é produzido só no término do período para fins avaliativos. É continuamente (re)elaborado na acção e partilhado de forma a recolher, em tempo útil, outros modos de ver e de interpretar, que facilitem ao aluno uma ampliação e diversificação do seu olhar, levando-o à tomada de decisões, ao reconhecimento da necessidade de fazer opções, de julgar, de definir critérios, além de permitir as dúvidas e conflitos para deles poder emergir mais consciente, mais informado, mais seguro de si e mais tolerante quanto às hipóteses dos outros.

Para elaborar um portfólio é necessário:
- Definir, por parte do professor, qual o objectivo do portefólio;
- Definir, por parte do aluno, as finalidades de aprendizagem;
- Integrar evidências e experiências de aprendizagem;
- Seleccionar materiais que integrem o portefólio e a reflexão do aluno relativamente ao seu próprio desenvolvimento.
- Que o aluno crie, recolha e organize todo o material a fim de evidenciar o seu progresso, para que a sua avaliação vá ao encontro das finalidades estabelecidas.
O portefólio é um meio de desenvolver no aluno a capacidade de reflectir sobre o que fez e como fez e de lhe dar maior autonomia para tomar decisões (Clarke, 1996 citado por Pinto & Santos, 2006:149)
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PINTO, J. & SANTOS, L.(2006). Modelos de Avaliação das Aprendizagens. Lisboa: Universidade Aberta.
SÁ-CHAVES, Idália (2000). Portfólios reflexivos: estratégia de formação e de supervisão. Universidade de Aveiro
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