
Como se pode tratar o problema da equidade na avaliação?
por Ilda L.M. Bicacro - Sábado, 17 Abril 2010, 22:58
Olá a todos
Julgo que a equidade na avaliação se prende sempre com o modo como o professor enquadra a mesma avaliação nas práticas pedagógicas.
Citando Pinto (2006), as teorias curriculares construídas na base das abordagens sócio cognitivas concebem a avaliação como peça estratégica, colocando-a no centro do projecto curricular. Isto deve-se ao reconhecimento do contributo da avaliação, como reflexão de modo a assegurar uma coerência de decisões a tomar no desenvolvimento do projecto. (Alonso, 2002, citado em Pinto 2006). A sua função de diagnóstico sustenta as acções no desenvolvimento do projecto. O avaliador é um consultor que se inscreve no projecto olhando para os ditos e os não ditos, as realidades e os sonhos do grupo, tentando compreender aqueles que aprendem e servindo de mediador entre os universos privado e institucional ao nível dos saberes e das culturas. O seu papel não é controlar mas fazer circular informação pelo grupo. Como em Foucault é um despertador de almas, alguém que ajuda o outro a construir o objectivo e o acompanha no presente nesse projecto de futuro. Aqui a avaliação está associada à capacidade de reflectir sobre a acção desenvolvida no quotidiano e estará ao serviço da equidade possível.
obra citada
por Ilda L.M. Bicacro - Sábado, 17 Abril 2010, 22:58
Olá a todos
Julgo que a equidade na avaliação se prende sempre com o modo como o professor enquadra a mesma avaliação nas práticas pedagógicas.
Citando Pinto (2006), as teorias curriculares construídas na base das abordagens sócio cognitivas concebem a avaliação como peça estratégica, colocando-a no centro do projecto curricular. Isto deve-se ao reconhecimento do contributo da avaliação, como reflexão de modo a assegurar uma coerência de decisões a tomar no desenvolvimento do projecto. (Alonso, 2002, citado em Pinto 2006). A sua função de diagnóstico sustenta as acções no desenvolvimento do projecto. O avaliador é um consultor que se inscreve no projecto olhando para os ditos e os não ditos, as realidades e os sonhos do grupo, tentando compreender aqueles que aprendem e servindo de mediador entre os universos privado e institucional ao nível dos saberes e das culturas. O seu papel não é controlar mas fazer circular informação pelo grupo. Como em Foucault é um despertador de almas, alguém que ajuda o outro a construir o objectivo e o acompanha no presente nesse projecto de futuro. Aqui a avaliação está associada à capacidade de reflectir sobre a acção desenvolvida no quotidiano e estará ao serviço da equidade possível.
obra citada
(Pinto, Jorge; Santos Leonor (2006) - Modelos de Avaliação das Aprendizagens, Lisboa: Universidade Aberta.)
Comentário: Gostei da comparação entre o consultor e o avaliador. Essa será talvez a atitude correcta. Quer seja formativa ou sumativa a ideia da avaliação, e consequentemente do avaliador, é a de ajudar o aluno a desenvolver-se. A referência de Foucault sobre o professor como "o despertador de almas" é também bem conseguida.
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