quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Que Dizem e o Que Fazem os Professores



Não obstante alguma inovação pedagógica, continuam a verificar-se exiguidades e fragilidades na modalidade de avaliação formativa, que se prendem, sobretudo, com a dificuldade de:

(1) sistematizar a informação em situações mais informais de avaliação;

(2) a sobrecarga de trabalho que a avaliação formativa acarreta porque aumentam os momentos de avaliação;

(3) uma desconfiança nos instrumentos tradicionais e nos processos informais de avaliação.


Sobrepõe-se, no entanto, um discurso de modernização que impõe que a escola aceite que hoje “mais que ensinar o seu papel é possibilitar que os alunos aprendam a aprender” (Delors et al, 1996, citado por Pinto e Santos, 2006:100), o que implica uma mudança e a inovação de práticas pedagógicas também no processo de avaliação.


Os tradicionais instrumentos de avaliação são manifestamente insuficientes para avaliar competências, sendo imperativo que se encontrem outras formas alternativas de avaliação, que possibilitem o feedback, a interacção, a implicação do aluno (protagonista do processo) através da auto-avaliação regulada. Há, de facto, inúmeros aspectos que convergem para a avaliação formativa.


A avaliação formativa tem como função principal a interpretação do erro, para que seja possível o reinvestimento, através de instrumentos de superação, e, consequentemente, o progresso na aprendizagem. Segundo Pinto e Santos (2006:105), na avaliação formativa a interpretação do afastamento entre o produto esperado e o realizado, ou seja, do erro, e as orientações que se dão posteriormente são o enfoque da vertente formativa da avaliação. Defendem os mesmos autores (2006:107) que a avaliação formativa coloca em primeiro plano os aspectos da comunicação interpessoal que estão associados às inter-relações pessoais na negociação implícita ou explícita das tarefas que constituem o acto pedagógico.


Numa perspectiva cognitivista, o erro possibilita a compreensão do aluno “por dentro”, auxilia na construção dos seus saberes e não deverá ser encarado apenas como o resultado de factores exteriores, nomeadamente a vivência de situações familiares problemáticas.


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SANTOS, L & PINTO, J. (2006). Modelos de avaliação das aprendizagens. Lisboa: Universidade Aberta

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