
O caso relatado no “Episódio 1” permite-nos analisar uma situação, neste caso, inédita para mim, de auto-avaliação. Por razões sócio-políticas, até então, toda a avaliação era da competência do professor. O aluno limitava-se a aceitar as decisões do professor. O processo era unilateral e não se questionava a opinião do professor. A avaliação era tida essencialmente como uma medida do que o aluno tinha, ou não, conseguido aprender. A haver erro, o ónus cabia indubitavelmente ao aluno.
Foi nesta época que em Portugal alguns professores começaram a praticar outra forma de estar no ensino e a implementar novas formas de avaliação, nomeadamente a auto-avaliação. E alguns deles não perderam tempo a aplicá-las. O aluno passou a ser um elemento activo de todo o processo de ensino. A avaliação, até então quase que exclusivamente sumativa, adquire outros contornos. Começou a falar-se de auto-avaliação, de hetero-avaliação, de avalição diagnóstica, de avaliação formativa.
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